quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Volta da Seleção

Cerca de duas horas após a foto acima ter sido tirada, o capitão Lúcio erguia o troféu da conquista da Copa do Mundo em Joannesburgo e a Seleção sagrava-se hexacampeã do mundo. Além dos atletas da imagem, ainda estiveram em campo os principais responsáveis pela conquista: Daniel Alves, Júlio Baptista e Marcello Borghí.
Ontem, quase 48 após a conquista, a maior parte da equipe era recepcionada por aviões de caça da FAB nos céus de Brasília.

Recepcionada na capital pelos torcedores, o avião pousou na pista do aeroporto JK e pra ansiedade da população, taxiou demoradamente por quase toda a extensão da pista.

Quando o avião começou a se posicionar para o desembarque, o capitão Lúcio apareceu na janela da cabine de comando exibindo o troféu, a exemplo do que fizeram Dunga em 1994 e Cafu em 2002.

A equipe chegou desfalcada de 9 atletas que tiveram de retornar à Europa. Lamentável, mas por questões que variam de imposições contratuais a pessoais, Marcelo Vieira, Kaká, Daniel Alves, Ronaldinho, Alexandre Pato, Júlio Baptista, Juan, Doni e Marcello Borghí embarcaram da África direto para os países onde atuam.

Dos principais heróis da partida decisiva contra a Argentina, apenas Luís Fabiano (autor do gol de empate que levou o jogo pra prorrogação) e o capitão Lúcio (que motivou a equipe e fez o quarto gol do Brasil) chegaram a Brasília.
Os outros, Kaká (autor do primeiro gol), Daniel Alves (que começou a jogada do gol da virada), Júlio Baptista (que fez a jogada de dois gols), Ronaldinho (que concluiu para o rebote no gol decisivo) e principalmente o menino Marcello Borghí (autor de dois gols, inclusive o do título) foram as ausências sentidas.

Atletas e comissão técnica desfilaram em carro de bombeiros cercados por uma multidão do aeroporto até o Palácio da República.

Foram quase duas horas de trajeto. Na rampa do Alvorada foram recepcionados pelo Presidente Lula e receberam as medalhas da Comenda da Honra ao Mérito Desportivo. Depois almoçaram com o Presidente.

Após o almoço, o Capitão Lúcio, já vestido de terno, teve uma conversa reservada com o Presidente Lula que ganhou uma camisa número 3 da Seleção, com assinaturas de todos os jogadores que participaram da conquista nos gramados africanos e posaram com o Troféu.
No seu discurso de recepção, o presidente ressaltou que o Brasil é a única Seleção a conquistar títulos em 4 continantes e que de todos os campeões mundiais é o único que não ganhou uma Copa em casa, e mesmo assim é a seleção que reúne maior número de títulos.
O primeiro título foi na Europa (Suécia, 1958), o bi na América do Sul (Chile, 1962), o tri e o tetra na América do Norte (México, 1970 e EUA, 1994), o tetra veio na Ásia (Japão-Coréia, 2002) e agora o hexa na África do Sul.

No ranking da FIFA divulgado ontem, o Brasil aparece em primeiro, com os mesmos 1040 pontos de Argentina, mas leva vantagem no confronto direto.

domingo, 11 de julho de 2010

Premiados da Copa!

Saiu há pouco a lista de premiados na Copa do Mundo da África do Sul, 2010. Até não se esperava tanto pra um estreante, mas Marcello Borghí foi além das expectativas e conseguiu ser o jogador mais premiado da competição.
Bola de Ouro, por ser o artilheiro, empatado com Agüero, ambos com 9 gols. O argentino fica com a Bola de Prata por ter ficado mais tempo em campo que o brasileiro, portanto uma menor média pela permência em campo, 22 minutos a mais que o Marcello. O francês Trezeguet, apesar da França ter sido eliminada nas oitavas-de-final, ficou com a Bola de Bronze, pelos 6 gols marcados.
O brasileiro ainda tem outros feitos. Desde 1970 que um jogador não fazia gols em todos os jogos. Naquela ocasião, Jairzinho foi campeão, tendo marcado 7 gols em 6 jogos e anotado pelo menos 1 por partida.
Desde 70 também, quando Gerd Müller fez 10 gols e foi artilheiro, que um jogador não conseguia fazer mais de 8 gols em Copas. Lato fez 7 em 74 e depois uma seqüência de 7 artilheiros com 6 gols até 98 (Mario Kempes, Paolo Rossi, Gary Lineker, Toto Schillaci, Oleg Salenko , Stoitchkov e Suker) . Em 2002 Ronaldo mudou essa escrita e conseguiu fazer 8 na Copa da Ásia. Na Copa seguinte Klose fez 5. Hoje, Agüero e Marcello quebraram esse jejum com os 9 que cada um marcou.
Marcello entra ainda pra um "Clube" de 4 brasileiros que conseguiram ser artilheiros em Mundiais. Leônidas da Silva fez 7 gols em 38; Ademir Menezes marcou 8 vezes em 50. Ronaldo em 2002 e agora Borghí completam o grupo de brasileiros artilheiros.
De quebra, é o mais novo artilheiro de uma Copa. Alcançou a marca com 19 anos, 5 meses e 22 dias. O mais novo até então tinha sido o alemão Edmund Conen em 1934, quando tinha 19 anos, 7 meses e 28 dias.
Borghí ainda levou o prêmio de Revelação da Copa e a Chuteira de Bronze, ficando atrás de Kaká e Messi, respectivamente.
Júlio César ficou com a Luva de Ouro e a Seleção Brasileira ainda colocou 5 jogadores no Time da Copa. Na equipe fictícia, escolhida por votação da imprensa, assim como todos os demais premiados, ainda temos 3 argentinos, um italiano, um inglês e um alemão. O técnico escolhido não foi o campeão. O argentino Diego Maradona que levou sua equipe até a final, mas perdeu para o Brasil ficou com mérito de melhor treinador da Copa, apesar de deixar escapar o título.
Ao voltarem para o Brasil Dunga colocará o cargo à disposição e ainda não se sabe quem será o novo treinador. Os jogadores devem ter de 2 a 3 semanas de folga até se reapresentarem em seus clubes e começarem os treinos visando a próxima temporada. A exceção deve ser Nilmar, único atleta do grupo que atua no Brasil, que deve estar pelo menos no banco na próxima quarta-feira, quando o Internacional enfrentará o Guarani em Campinas. Afinal, no Brasil a temporada ainda está praticamente no começo.

Confira a lista de premiações da FIFA:

Campeão: Brasil
Vice-Campeã: Argentina
Terceiro Lugar: Itália
Quarto Lugar: Inglaterra

Luva de Ouro: Júlio César (BRA)

Jogador Revelação: Marcello Borghí (BRA)

Bola de Ouro: Marcello Borghí (BRA), 9 gols e 1 assistência em 7 jogos (459 minutos em campo)
Bola de Prata: Agüero (ARG), 9 gols e 1 assistência em 7 jogos (481 minutos em campo)
Bola de Bronze: Trezeguet (FRA), 6 gols em 4 jogos

Chuteira de Ouro: Kaká (BRA)
Chuteira de Prata: Lionel Messi (ARG)
Chuteira de Bronze: Marcello Borghí (BRA)

Técnico: Diego Armando Maradona (ARG)

Seleção da Copa: Júlio César (BRA); Zanetti (ARG), Lúcio (BRA) e Juan (BRA); Schweinsteiger (ALE), Gerrard (ING), Kaká (BRA) e Messi (ARG); Agüero (ARG), Luca Toni (ITA) e Marcello Borghí (BRA).

A entrega dos prêmios está marcada pra daqui um mês em cerimônia a ser realizada em Joanesburgo.

A Maior Final de Copa do Mundo de Todos os Tempos

Desde os anos 30 e 50 que se esperava por uma final de Copa entre Brasil e Itália. E ela veio em 1970.
Desde os anos 50 e 60 que se espera por um confronto em Copas entre Brasil e Alemanha. E ele veio na final da Copa de 2002.
E talvez desde o início dos tempos que se espere por uma final de Copa entre Brasil e Argentina. 80 anos de Mundial para a tão esperada final acontecer em solo africano.
E foi, sem dúvida a maior final de Copa de todos os tempos. Cheia de alternativas. Mais uma prorrogação, a Argentina jogou dois tempos extras e uma decisão nos pênaltis, enquanto que o Brasil jogou quatro, com uma disputa de penais. Ou seja, a seleção canarinho jogou todos os jogos do mata-mata com prorrogação. Duas horas a mais em campo que o normal.
O excesso fez Elano e até o menino Marcello Borghí sentirem. O meia do Manchester City, com estiramento muscular na coxa esquerda, ficou de fora do jogo e o atacante do Newcastle, com dores nas costas foi poupado, ficou no banco e poderia ter jogado fora a chance de ser artilheiro de sua primeira Copa. Mas o destino se encarregou de escrever essa história de forma justa.
O jogo começou com ritmo alucinante, ambas as Seleções perdiam chances marcantes, até que aos 26 minutos, após Robinho perder boa chance no ataque, veio o contra-ataque argentino. A bola foi lançada por Heinze e após disputa de cabeça ela sobra pra Agüero que passa para Riquelme. Ronaldinho tenta, mas não consegue cortar e o meia argentino bate cruzado para abrir o marcador, contando com um deslize de Júlio César.
O primeiro tempo, a partir daí, correu morno até o final. A Argentina se fechou, abdicando do ataque, enquanto que o Brasil se perdeu em campo, sentindo o golpe.
O próximo bom ataque só aconteceu aos 8 minutos do segundo tempo e foi uma pressão da Argentina, justamente quando o Brasil ameaçava se soltar mais para buscar o empate.
A pressão culminou, aos 9 minutos da etapa complementar, no segundo gol porteño. Riquelme cobrou escanteio e Agüero ampliou de cabeça, marcando seu nono gol no Mundial e se isolando mais ainda na artilharia. Parecia a sentança do jogo. "Impossível que "Los Hermanos" possam ser alcançados no placar ou Agüero na artilharia", pensaria o torcedor brasileiro desanimado.
Pois foi depois desse gol que o Brasil se superou. Não se abateu como no gol de Riquelme e começou a ditar o ritmo da partida. "Deu pra sentir dentro de campo que eles se fechariam pra manter o placar, assim como fez a Espanha e a gente tentou se falar rapidamente logo que tomou o gol. O Lúcio gritou pra gente ir pra cima, que eles íam se fechar e que era pra gente pensar que estava 0x0. Não deu outra", informou Luís Fabiano na coletiva, após o jogo.
"A chance que o Lúcio perdeu logo em seguida e a forma como ele levantou e ao invés de lamentar, gritou mais pra gente que faltava pouco pra conseguirmos empatar, foi uma injeção de ânimo no time todo", acrescentou Kaká.
Logo após esse lance de Lúcio, Marcello Borghí entrou em campo no lugar de Robinho que não estava bem no jogo. "Ouvi o professor falando com o Jorginho que o Robinho era o que mais tinha sentido o placar e ele olhou pro banco. Certamente tentando escolher entre Nilmar, Pato e eu. Fiz um discreto sinal de positivo. Achei que ele nem iria cogitar me colocar, por causa das dores que eu tinha sentido nas costas desde a semifinal. Vi depois que ele chamou o Dr. Runco, cochicharam alguns segundos e em seguida me chamou". Acrescenta Marcello.
Nesse meio tempo, o Brasil atacava bem, mas deixava espaços para o contra-ataque argentino, até que numa escapada, Kaká e Luís fabiano tabelaram. Heinze dividiu duas ou três vezes, mas acabou permitindo a conclusão de Kaká para diminuir o prejuízo, aos 22 minutos.
A Argentina voltou a crescer e teve boas chances de matar o jogo, mas aos 33 minutos, Daniel Díaz tentou sair jogando e perdeu a bola para Marcello. Luís Fabiano pegou a sobra e bateu de fora da área para empatar.
Logo após o gol, quem sentiu foram os argentinos e o Brasil teve boas chances de matar o jogo no tempo normal, mas veio a prorrogação.
No tempo extra, aos 5 minutos, o Brasil praticamente garantiu o título. Júlio Baptista entrou no lugar de Josué e Daniel Alves no lugar de Marcelo Vieira. E foram os dois que fizeram a jogada para o outro atleta que saiu do banco fazer o gol da virada. Marcello invadiu a área, ameaçou ir na bola cruzada por Daniel, mas deixou ela passar até Baptista e se posicionou para esperar um possível rebote. Em vez de concluir, o meia da Roma surpreendeu os argentinos e soltou a bola para Marcello concluir de primeira para o gol.
Aos 3 minutos do segundo tempo extra, o grande responsável pela motivação do time foi recompensado. Na cobrança de escanteio pela esquerda, Lúcio dominou como centroavante e colocou com categoria no canto oposto do gol de Abbondanzieri.
Com 4x2 no placar parecia mais uma vez definida a fatura. Mas os deuses do futebol sempre aprontam alguma quando menos se espera e em Copa do Mundo mais uma vez se viu que tudo é possível.
3 minutos depois, Zanetti achou Messi na esquerda. Ele fez boa jogada e passou para Tévez, que tinha acabado de entrar no lugar de Agüero, diminuir.
Aos 12 minutos do tempo final, escanteio pela direita do ataque argentino e Cambiasso colocou na cabeça de Lavezzi. O atacante, que também tinha entrado há pouco, em lugar de Maxi Rodríguez, inacreditavekmente empata mais uma vez o jogo.
Mais uma certeza, estávamos indo pra disputa de pênaltis, certo? Errado, os deuses, aqueles, às vezes aprontam diversas vezes num jogo só.
Marcello visivelmente já estava voltando a sentir as costas, mas resistiu bravamente até também ser premiado.
Júlio Baptista ainda teve chances, mas desperdiçou duas oportunidades, até que aos 18 minutos da etapa complementar. Exatamente, aos 3 minutos de acréscimo, Baptista caiu pela direita e em vez de concluir, cruzou. Ronaldinho cabeceou, Pato Abbondanzieri salvou com os pés e a bola caprichosamente procurou Marcello na esquerda. "Nessa hora não pensei nas dores, não pensei na artilharia. Só pensei que era a chance de matar o jogo, de colaborar com os companheiros que guerrearam tanto durante o jogo. Pensei em meus pais, na minha família, nas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui, tudo passou como um raio na memória em frações de segundos. Fechei o olho e chutei!", confessou.
O chute vai no meio do gol. Uma medalha no peito de Pato antes de morrer no fundo do gol.
O juiz inglês encerrou o jogo em seguida e o Brasil se sagrou hexacampeão do mundo. Argentina é vice pela terceira vez. Itália que ganhou da Inglaterra por 1x0, gol de Totti ficou pela segunda vez na terceira posição. Os ingleses ficaram em quarto também pela segunda vez. Em 1990, Itália e Inglaterra também decidiram o terceiro lugar e a Azurra também venceu, só que por 2x1.
Com o gol no finalzinho, Marcello empatou com Agüero na artilharia, ambos com 9 gols, mas uma ligeira vantagem para o brasileiro que jogou 22 minutos a menos que o argentino e ficou com a chuteira de ouro. Agüero fica com a chuteira de prata e o francês Trezeguet, com 6 gols, fica com a chuteira de bronze. Os demais premiados serão revelados em alguns minutos.
E o menino de Ponta Grossa ganhou o mundo mais cedo do que se esperava e o título vem coroar uma carreira meteórica e que muitos frutos pode dar ainda ao futebol brasileiro. Ele fica agora impedido de jogar o mundial sub 20, mas ainda tem alguma chance em olimpíadas e é quase certo que estará no mundial de 2014, no Brasil. Terá 23 anos e muito mais bagagem para brigar pelo hepta.

TABELÃO
Jogo: Brasil 2 x 2 Argentina (3x2 - prorrogação) (Copa do Mundo 2010 - Final - Jogo 64)
Local: Soccer City (Joanesburgo)
Árbitros: Howard Webb, auxiliado por Darren Cann e Michael Mullarkey (ING)
Público: 84.490
Cartões: Amarelos: Lúcio, Daniel Alves, Robinho, Marcelo Vieira e Maicon pelo Brasil. Riquelme, Cambiasso, Maxi Rodríguez, Daniel Díaz e Heinze pela Argentina.

Gols: Primeiro Tempo: Riquelme (26). Segundo Tempo: Agüero (54), Kaká (66) e Luís Fabiano (78). Primeiro Tempo (Prorr.): Marcello Borghí (95). Segundo Tempo (Prorr.): Lúcio (108), Tévez (111), Lavezzi (116) e Marcello Borghí (123).

Escalações: Argentina: Abbondanzieri; Demichelis [Burdisso], Daniel Díaz e Heinze; Javier Zanetti, Mascherano, Riquelme [Tévez], Cambiasso e Maxi Rodríguez [Lavezzi]; Messi e Agüero.
Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Marcelo Vieira [Daniel Alves]; Gilberto Silva, Josué [Júlio Baptista], Ronaldinho e Kaká; Robinho [Marcello Borghí] e Luís Fabiano.

Veja os gols da grande final em:
http://www.youtube.com/watch?v=d90NUhFRo1k

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Nosso Time" - Clipe da Copa

Foi divulgado ontem o vídeo oficial, com o elenco de 23 jogadores que defendem a Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
O clipe foi exibido logo após as partidas semifinais e será exibido diariamente nesses dias que antecedem a grande final do Mundial.
Demorou pra ser finalizado, pois depois do corte de Gilberto Melo e a convoçação de Marcello Borghí, precisava ser reeditado, mas um dos diretores estava com problemas de saúde na família e precisava estar presente para orientar os cortes, além de não existirem imagens do jovem atacante com a camisa da Seleção principal, o que fez a CBF e os assistentes do vídeos, revirarem arquivos para encontrar imagens de Marcello com camisas das seleções de base.
Finalmente concluído, o belo vídeo imortaliza na história 23 homens que podem dar ao Brasil um feito importantíssimo para o esporte nacional.

Para assistir o vídeo, acesse:
http://www.youtube.com/watch?v=TUewJhI9RvY

terça-feira, 6 de julho de 2010

No Sufoco! Agora Só Falta Uma!

E bota sufoco nisso! Brasil e Inglaterra entraram em campo e fizeram o jogo mais emocionante dessa copa. Owen e Borghí eram os destaques dos times. Atuam juntos no Newcastle, foram campeões de sua Liga e os dois maiores destaques na Europa na temporada. Mas desta vez apenas um sairia sorrindo e o jogo para o inglês durou apenas 8 minutos. Numa dividida com o zagueiro Juan, saiu machucado e foi substituído por Downing. O atacante brasileiro saiu jogando mais uma vez para Ronaldinho começar do banco. Ambas as equipes tinham desfalques importantes. No Brasil, Maicon com dores musculares foi poupado. Em seu lugar jogou Daniel Alves. Na Inglaterra, o goleiro Robinson que machucou o ombro direito no treino de ontem, cedeu lugar para James.
No tempo normal, um 0x0 cheio de opções. Na melhor chance da Inglaterra, logo no começo da partida, aos 3 minutos, Hargreaves bateu cruzado e Júlio César fez grande defesa. Na melhor do Brasil, Marcello Borghí bateu cruzado com efeito e a bola caprichosamente acertou o poste direito de James, aos 42 minutos do primeiro tempo.
No segundo tempo, Luís Fabiano, com dores na coxa esquerda, cedeu espaço para Ronaldinho. As equipes foram alternando bons e maus momentos com bastante equilíbrio, o que resultou em mais uma prorrogação. A terceira para o Brasil e a segunda para a Inglaterra.
Os ingleses sentiram mais o cansaço.
No início da prorrogação, Nilmar estava sendo preparado para entrar no lugar de Marcello Borghí, que reclamou após o tempo normal estar sentindo dores nas costas. Mas aos 7 minutos do tempo extra, Elano escapou pela direita e soltou a bola já dentro da área para Marcello ajeitar e bater cruzado para vencer o goleiro James.
A reação de Dunga foi imediata. Mandou Nilmar sentar e colocou o zagueiro Alex Costa no lugar de Marcello. Assim, o Brasil mudou rapidamente de 4-4-2 para 3-6-1.
Os jogadores ainda estavam se adaptando à nova formação, quando a Inglaterra conseguiu um escanteio. Na cobrança, Hargreaves colocou na cabeça de John Terry, que empatou, aos 11 minutos.
Dunga, em mais uma reação imediata, sacou Kaká e colocou Nilmar e o esquema mudou para 3-5-2.
No segundo tempo da prorrogação, ambos os times se recolheram, arriscaram pouco. O Brasil teve a única chance de evitar os pênaltis, quando Robinho, aos 14 minutos chutou cruzado. A bola bateu no pé da trave direita, correu sobre a linha e Nilmar desperdiçou o rebote.
Nos pênaltis, o equlíbrio permaneceu até a quarta cobrança de cada time. Até então Rooney e Robinho haviam perdido. Joe Cole, Hargreaves, Nilmar e Ronaldinho convertido. Quando Downing chutou para fora, a chance de passar a frente ficou nos pés de Daniel Alves que acertou no ângulo direito. Lampard tinha a responsabilidade de recolocar a Inglaterra na briga, mas também chutou para fora as chances britânicas e o Brasil comemorou o 3x2 e a vaga para enfrentar a Argentina na final. Elano nem precisou fazer a quinta cobrança.
"Los Hermanos" passaram ontem pela Itália pelo placar de 4x2, com três gols de Agüero e um de Messi.
Totti e Camoranesi marcaram para os italianos que decidem o terceiro lugar contra a Inglaterra.
Agüero chega à artilharia, com 8 gols, seguido por Marcello Borghí que agora tem 7. Trezeguet tem 6; Luca Toni e Hosny 5; Klose, Kaká e Luís Fabiano 4.

TABELÃO
Jogo: Inglaterra 0 x 0 Brasil (1x1 - prorrogação) (2x3 - disputa de pênaltis)
(Copa do Mundo 2010 - Semifinal - Jogo 62)
Local: Green Point (Cidade do Cabo)
Árbitros: Ravshan Irmatov, auxiliado por Rafael Ilyasov (UZB) e Bakhadyr Kochkarov (QUI)
Público:
64.100
Cartões: Amarelos: Robinho, Daniel Alves e Marcelo Vieira
Gols: Primeiro Tempo (Prorr.): Marcello Borghí (97) e Terry (101)
Disputa de Pênatis: Converteram Joe Cole, Hargreaves, Nilmar, Ronaldinho e Daniel Alves. Perderam Rooney, Downing, Lampard e Robinho.
Escalação: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Marcelo Vieira; Gilberto Silva, Elano, Robinho e Kaká [Nilmar]; Marcello Borghí [Alex Costa] e Luís Fabiano [Ronaldinho].

Veja os gols da classificação do Brasil em:
http://www.youtube.com/watch?v=M5k71Zirpq8

domingo, 4 de julho de 2010

Perfil dos Postulantes ao Título

Dois europeus contra dois sulamericanos!
As quatro marcas esportivas mais fortes do momento (Puma x Adidas e Nike x Umbro).
Juntos, Itália, Argentina, Brasil e Inglaterra somam 12 títulos mundiais. As 4 potências mostram mais uma vez que em Copa do Mundo contam tradição, talento e peso da camisa. E o mundo terá um novo-antigo campeão.
Assim, as quatro seleções protagonistas farão os confrontos pelas semifinais da competição.
Outra certeza é que pela terceira vez uma seleção ganhará fora de seu continente. Brasil tem esse feito duas vezes, em 58 na Suécia e em 2002 na Ásia.

Confira abaixo quem são os quatro candidatos ao título mundial e saiba quais são suas virtudes e defeitos.

ITÁLIA:

Campanha: Três empates e duas vitórias. Marcou oito gols e levou quatro. Só Luca Toni, balançou as redes adversárias 6 vezes. A regularidade de três empates em 1x1 no grupo mais embolado da Copa, onde todos os jogos terminaram empatados ainda colocou a Azurra em primeiro no grupo F pelo critério do número de gols marcados, à frente de Paraguai, Eslováquia e Iran, respectivamente. Nas oitavas parecia que iria deslanchar ao golear a Dinamarca por 4x1, mas a vitória apertada em 1x0 contra a Ucrânia, no jogo mais medíocre das quartas, recolocou a equipe mais perto da sua realidade de seguir tropeçando, empatando e sempre chegando. Ainda não passou pela tradicional experiência de jogar uma prorrogação, mas agora pega a Argentina que vem embaladíssima e é uma das favoritas ao título.

Pontos fortes: Tradição. A atual campeã chega a uma semifinal pela nona vez. É tetra e é a única que pode se igualar ao Brasil em números de titulos. Toni tem sido um jogador fundamental pelos gols marcados. Fez todos os três na primeira fase e mais três no mata-mata. Ainda conta com a segurança do goleiro Buffon, com a regularidade de Fabio Cannavaro e a experiência de Totti.

Pontos fracos: Retranca. A especialidade dos Italianos na defesa e marcação foi colocada à prova em todos os jogos. Mesmo com essa postura tradicionalmente defensiva com qualidade, acabou sofrendo gols em praticamente todos os jogos. Apenas a Ucrânia não fez gols jogando contra os italianos e contra a Argentina enfrentará um ataque mais efetivo do que contra os adversários até aqui. Também perderam três peças importantes. De Rossi, suspenso após expulsão contra a Ucrânia, pegou quatro jogos de gancho e não joga mais na Copa e nem nos dois primeiros jogos das eliminatórias européias para 2014. Gatuso com dores musculares é dúvida e quase certo que só consiga voltar a jogar na final. E Pirlo que se lesionou gravemente na partida contra a Dinamarca também está fora da Copa.

ARGENTINA:

Campanha: Quatro vitórias e um empate até aqui. Marcou nove gols e sofreu três. Agüero fez cinco. Venceu com facilidade Sérvia e Grécia e empatou com Gana para ser a líder do grupo B. No mata-mata despachou duas potências, 2x0 na França pelas oitavas e nos pênaltis tirou a Alemanha nas quartas, após 1x1 no tempo normal. E segue forte rumo ao tri.

Pontos fortes: Meio de campo que une criatividade e obediência tática à velha raça argentina. Futebol ofensivo organizado por Verón e Messi que ainda não empolgou na África, mas tem sido eficiente nas assistências principalmente para Tevez e Agüero. Mas talvez o ponto mais marcante esteja no banco. O técnico Diego Maradona consegue com seu carisma ser o centro das atenções e com atitudes emotivas tem conseguido tirar o máximo de seus pupilos. É sem dúvida uma das grandes favoritas ao título que persegue há 24 anos. Não é muito frequentadora das fases finais. É apenas a quinta vez que chega numa semifinal, mas nas quatro anteriores avançou para decidir o título.

Pontos Fracos: Miolo de zaga. Heinze, Coloccini e Daniel Díaz não convencem e se não fosse pelas boas atuações de Zanetti, Burdisso, González e principalmente dos dois volantes, Mascherano e Cambiasso, teria passado mal bocados, principalmente nos jogos mais decisivos. Talvez esse seja um caminho a ser explorado pelos adversários.

INGLATERRA:

Campanha: Cinco vitórias. Todas por 1x0. Uma prorrogação, nas quartas, contra Portugal. Antes, pelas oitavas, despachou a Austrália. Antes ainda, enfrentou Suécia, Paraguai e Costa Rica. Cinco jogadores diferentes marcaram (Rooney, Owen, Gerrard, Hargreaves e Joe Cole), um gol cada. Não empolga, mas o meio campo liderado por Cole impõe respeito.

Pontos fortes: A linha de quatro do meio campo. São jogadores criativos e que dão uma estrutura que consegue aliar o futebol pragmático e mecânico dos ingleses à criatividade e habilidade. A marcação entre essa e a outra linha de quatro, da defesa reforçam um time que não toma gol com facilidade. A tradição, apesar de não figurar muito entre os grandes com freqüência, coloca os inventores do futebol apenas pela terceira vez numa semifinal, mas apenas decidiu o título uma vez, em 66, jogando em casa e sonha mais uma vez com o bi.

Pontos fracos: O gol. Nenhum dos goleiros convocados convence. Bill Robinson não foi muito exigido, e quando o foi, demonstrou insegurança e é surpresa não ter levado gols ainda. Porém, se tiver de ser substituído, a situação pode até piorar. No banco estão o quarentão "Calamity" James e o instável Robert Green.

BRASIL:

Campanha: A seleção que mais empolgou até agora. Foram cinco vitórias. Dezoito gols marcados, sete sofridos. Apesar de ter sofrido muitos gols, tem um saldo invejável. Começou arrasador e aplicou três goleadas surpreendentes em Croácia, Japão e Austrália. No mata-mata, já passou por duas prorrogações, vencendo Estados Unidos e Espanha no tempo extra. três jogadores brigam pela artilharia. Marcello Borghí tem seis. Seguido por Kaká e Luís Fabiano com quatro.

Pontos Fortes: Talvez seja a mais credenciada a favorita em todos os tempos e nesta Copa, carimbou o favoritismo pela campanha. Tem jogado de forma solta e envolvente. Todos os setores atuam solidamente. Qualidade do meio de campo e ataque comandado por Kaká, um dos melhores jogadores desta Copa e a grata surpresa é a revelação de 19 anos, Marcello que sempre sai do banco, entra e deixa a sua marca. Marcou em todos os jogos até agora e está perto de igualar o feito de Jairzinho em 1970. Mais que igualar, pode superar. O furacão marcou sete gols em seis confrontos, enquanto que Marcello já fez seis em cinco jogos e ainda tem pelo menos duas partidas pela frente. O caminho para o hexa coloca a seleção mais vitoriosa da história pela 11ª vez numa semifinal. São cinco títulos, dois vices-campeonatos, dois terceiros lugares e um quarto.

Pontos Fracos: Apesar da solidez, sempre tem tomado gols por desatenção. Apenas Japão não balançou as redes brasileiras. Tomou sustos grandes nos dois jogos do mata-mata e poderia ter voltado mais cedo pra casa. Precisa tomar cuidado também com a já tradicional perda de controle devido a excesso de confiança que já tirou o Brasil de diversas Copas em que era favorito.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Só Faltam Duas!

O Brasil já está está entre as 4 melhores seleções do mundial da África do Sul.
Em mais um jogo de 120 minutos derrotou a Espanha nas quartas-de-final, por 3x2, com 1x0 na prorrogação, depois de um 2x2 suado no tempo normal.
O atacante Marcello Borghí saiu jogando pela segunda vez na Copa e mais uma vez marcou como fez em todos os jogos até agora. Logo aos 3 minutos de jogo ele abriu o placar, pegando de bate pronto o cruzamento da direita feito por Elano.
Aos 12 minutos Fernando Torres empatou cobrando pênalti que ele mesmo sofreu, na disputa com o zagueiro Luisão que foi expulso após um carrinho imprudente. Em conseqüência, o zagueiro Alex Costa entrou no lugar de Robinho para recompor a defesa e a seleção perdeu boa parte do poder de fogo e da criatividade.
A situação piorou quando aos 11 minutos do segundo tempo os Davids espanhóis tabelaram pela esquerda e o Silva cruzou para o gol do Villa de cabeça.
A fúria espanhola então se fechou e tentou administrar a vitória até o fim. Marcos Senna entrou no lugar de Torres e David Villa ficou isolado no ataque. O Brasil pressionava desordenadamente e não conseguia reverter as chances em gol. A desclassificação parecia ser uma questão de tempo. Ronaldinho entrou no lugar de Marcello e pouco contribuiu para mudar a situação.
Até que aos 37 minutos da etapa complementar, Luís Fabiano conseguiu arrancar pela esquerda e dividiu com Casillas. A bola sobrou para Daniel Alves que de bico colocou no cantinho esquerdo do gol espanhol. A bola bateu no pé da trave e entrou chorando para empatar em 2x2.
O placar não se alterou mais no tempo normal e antes de começar a prorrogação, o técnicoDunga colocou o jovem Alexandre Pato no lugar de Luís Fabiano. Em princípio os torcedores não ficaram satisfeitos com a mudança. A maior parte pedia a entrada de Nilmar, mas era quase que unânime o desejo popular de que o Fabuloso permanecesse no jogo.
Logo no início do tempo extra, a Espanha conseguiu colocar uma bola no travessão de Júlio César, num chute da entrada da área de Iniesta e foi só. O primeiro tempo da prorrogação prosseguiu morno, as duas equipes com excesso de cautela em não se expor.
Começou o segundo tempo e o Brasil tomou a primeira iniciativa e a aposta de Dunga virou o herói do jogo. Alexandre Pato dominou uma bola cruzada por Ronaldinho da esquerda, girou na frente dos marcadores e bateu de virada para recolocar o Brasil na frente.
Depois foi só administrar e conter a pressão espanhola que nem chegou a incomodar muito, exceto por um belo chute à meia altura de Villa que Júlio César defendeu com precisão.
O Brasil enfrenta agora a Inglaterra na semifinal. Os ingleses venceram Portugal por 1x0, gol de Lampard no início da prorrogação. Quem vencer enfrenta o vencedor de Argentina e Itália que vão jogar a outra semifinal. Os “Hermanos” eliminaram a Alemanha nos pênaltis, por 4x3, 1x1 no tempo normal, gols de Klose e Lavezzi, vingando a eliminação da copa de 2006, enquanto que a Azurra, única semifinalista a vencer no tempo normal, despachou a Ucrânia por 1x0, gol do zagueiro Materazzi.
Os perdedores decidem terceiro e quarto lugares.
Na artilharia, Marcello Borghí empatou com Trezeguet e deixou para trás Toni e Agüero que não marcaram nesta rodada e permanecem com 5 gols, assim como Hosny. O egípcio e o francês não estão mais jogando, já que suas seleções foram eliminadas nas oitavas-de-final. Os Brasileiros Luís Fabiano e Kaká, permanecem com 4 gols, ao lado de Klose que não joga mais nesse mundial, mas chegou aos 14 gols marcados em Copas, se igualando ao ídolo germânico, Gerd Müller e ficando apenas um gol atrás do brasileiro Ronaldo. Na África, o atacante polonês naturalizado alemão deixou pra trás ícones da história das copas como Lato (Polônia); Cubillas (Peru); Lineker (Inglaterra); Batistuta (Argentina) e Helmut Rahn (Alemanha) todos com 10 gols em Copas. Também ficaram para trás, com 11 gols, Klinsmann (Alemanha) e Kokcis (Hungria). O brasileiro Pelé tem 12 e o francês Fontaine fez 13. Na próxima Copa, no Brasil, Klose terá 35 anos e se for convocado, terá chance de se igualar e até mesmo superar Ronaldo dentro da casa do fenômeno. Coincidências à parte, vale lembrar que Ronaldo conquistou o recorde dentro da Alemanha, casa de Klose.

Resultados das quartas-de-final:
Alemanha 1x1 Argentina (0x0 na prorrogação e 3x4 nos pênaltis)
Itália 1x0 Ucrânia
Inglaterra 0x0 Portugal (1x0 na prorrogação)
Brasil 2x2 Espanha (1x0 na prorrogação)

TABELÃO
Jogo: Brasil 2 x 2 Espanha (1x0 - prorrogação) (Copa do Mundo 2010 - Quartas-de-final - Jogo 60)
Local: Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth)
Árbitros: Yuichi Nishimura (JAP), auxiliado por Toru Sagara (CHN) e Hae Sang Yeong (KOR)
Público: 46.082
Cartões: Amarelos: Lúcio e Alex Costa. Vermelho: Luisão
Gols: Primeiro Tempo: Marcello Borghí (3) e Fernando Torres (12). Segundo Tempo: David Villa (56) e Daniel Alves (82). Segundo Tempo (Prorr.): Alexandre Pato (109).
Escalação: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Luisão e Marcelo Vieira; Mineiro, Elano, Robinho [Alex Costa] e Kaká; Marcello Borghí [Ronaldinho] e Luís Fabiano [Alexandre Pato].


Veja os gols da calssificação em:
http://www.youtube.com/watch?v=G9qag0nRwTo