domingo, 4 de julho de 2010

Perfil dos Postulantes ao Título

Dois europeus contra dois sulamericanos!
As quatro marcas esportivas mais fortes do momento (Puma x Adidas e Nike x Umbro).
Juntos, Itália, Argentina, Brasil e Inglaterra somam 12 títulos mundiais. As 4 potências mostram mais uma vez que em Copa do Mundo contam tradição, talento e peso da camisa. E o mundo terá um novo-antigo campeão.
Assim, as quatro seleções protagonistas farão os confrontos pelas semifinais da competição.
Outra certeza é que pela terceira vez uma seleção ganhará fora de seu continente. Brasil tem esse feito duas vezes, em 58 na Suécia e em 2002 na Ásia.

Confira abaixo quem são os quatro candidatos ao título mundial e saiba quais são suas virtudes e defeitos.

ITÁLIA:

Campanha: Três empates e duas vitórias. Marcou oito gols e levou quatro. Só Luca Toni, balançou as redes adversárias 6 vezes. A regularidade de três empates em 1x1 no grupo mais embolado da Copa, onde todos os jogos terminaram empatados ainda colocou a Azurra em primeiro no grupo F pelo critério do número de gols marcados, à frente de Paraguai, Eslováquia e Iran, respectivamente. Nas oitavas parecia que iria deslanchar ao golear a Dinamarca por 4x1, mas a vitória apertada em 1x0 contra a Ucrânia, no jogo mais medíocre das quartas, recolocou a equipe mais perto da sua realidade de seguir tropeçando, empatando e sempre chegando. Ainda não passou pela tradicional experiência de jogar uma prorrogação, mas agora pega a Argentina que vem embaladíssima e é uma das favoritas ao título.

Pontos fortes: Tradição. A atual campeã chega a uma semifinal pela nona vez. É tetra e é a única que pode se igualar ao Brasil em números de titulos. Toni tem sido um jogador fundamental pelos gols marcados. Fez todos os três na primeira fase e mais três no mata-mata. Ainda conta com a segurança do goleiro Buffon, com a regularidade de Fabio Cannavaro e a experiência de Totti.

Pontos fracos: Retranca. A especialidade dos Italianos na defesa e marcação foi colocada à prova em todos os jogos. Mesmo com essa postura tradicionalmente defensiva com qualidade, acabou sofrendo gols em praticamente todos os jogos. Apenas a Ucrânia não fez gols jogando contra os italianos e contra a Argentina enfrentará um ataque mais efetivo do que contra os adversários até aqui. Também perderam três peças importantes. De Rossi, suspenso após expulsão contra a Ucrânia, pegou quatro jogos de gancho e não joga mais na Copa e nem nos dois primeiros jogos das eliminatórias européias para 2014. Gatuso com dores musculares é dúvida e quase certo que só consiga voltar a jogar na final. E Pirlo que se lesionou gravemente na partida contra a Dinamarca também está fora da Copa.

ARGENTINA:

Campanha: Quatro vitórias e um empate até aqui. Marcou nove gols e sofreu três. Agüero fez cinco. Venceu com facilidade Sérvia e Grécia e empatou com Gana para ser a líder do grupo B. No mata-mata despachou duas potências, 2x0 na França pelas oitavas e nos pênaltis tirou a Alemanha nas quartas, após 1x1 no tempo normal. E segue forte rumo ao tri.

Pontos fortes: Meio de campo que une criatividade e obediência tática à velha raça argentina. Futebol ofensivo organizado por Verón e Messi que ainda não empolgou na África, mas tem sido eficiente nas assistências principalmente para Tevez e Agüero. Mas talvez o ponto mais marcante esteja no banco. O técnico Diego Maradona consegue com seu carisma ser o centro das atenções e com atitudes emotivas tem conseguido tirar o máximo de seus pupilos. É sem dúvida uma das grandes favoritas ao título que persegue há 24 anos. Não é muito frequentadora das fases finais. É apenas a quinta vez que chega numa semifinal, mas nas quatro anteriores avançou para decidir o título.

Pontos Fracos: Miolo de zaga. Heinze, Coloccini e Daniel Díaz não convencem e se não fosse pelas boas atuações de Zanetti, Burdisso, González e principalmente dos dois volantes, Mascherano e Cambiasso, teria passado mal bocados, principalmente nos jogos mais decisivos. Talvez esse seja um caminho a ser explorado pelos adversários.

INGLATERRA:

Campanha: Cinco vitórias. Todas por 1x0. Uma prorrogação, nas quartas, contra Portugal. Antes, pelas oitavas, despachou a Austrália. Antes ainda, enfrentou Suécia, Paraguai e Costa Rica. Cinco jogadores diferentes marcaram (Rooney, Owen, Gerrard, Hargreaves e Joe Cole), um gol cada. Não empolga, mas o meio campo liderado por Cole impõe respeito.

Pontos fortes: A linha de quatro do meio campo. São jogadores criativos e que dão uma estrutura que consegue aliar o futebol pragmático e mecânico dos ingleses à criatividade e habilidade. A marcação entre essa e a outra linha de quatro, da defesa reforçam um time que não toma gol com facilidade. A tradição, apesar de não figurar muito entre os grandes com freqüência, coloca os inventores do futebol apenas pela terceira vez numa semifinal, mas apenas decidiu o título uma vez, em 66, jogando em casa e sonha mais uma vez com o bi.

Pontos fracos: O gol. Nenhum dos goleiros convocados convence. Bill Robinson não foi muito exigido, e quando o foi, demonstrou insegurança e é surpresa não ter levado gols ainda. Porém, se tiver de ser substituído, a situação pode até piorar. No banco estão o quarentão "Calamity" James e o instável Robert Green.

BRASIL:

Campanha: A seleção que mais empolgou até agora. Foram cinco vitórias. Dezoito gols marcados, sete sofridos. Apesar de ter sofrido muitos gols, tem um saldo invejável. Começou arrasador e aplicou três goleadas surpreendentes em Croácia, Japão e Austrália. No mata-mata, já passou por duas prorrogações, vencendo Estados Unidos e Espanha no tempo extra. três jogadores brigam pela artilharia. Marcello Borghí tem seis. Seguido por Kaká e Luís Fabiano com quatro.

Pontos Fortes: Talvez seja a mais credenciada a favorita em todos os tempos e nesta Copa, carimbou o favoritismo pela campanha. Tem jogado de forma solta e envolvente. Todos os setores atuam solidamente. Qualidade do meio de campo e ataque comandado por Kaká, um dos melhores jogadores desta Copa e a grata surpresa é a revelação de 19 anos, Marcello que sempre sai do banco, entra e deixa a sua marca. Marcou em todos os jogos até agora e está perto de igualar o feito de Jairzinho em 1970. Mais que igualar, pode superar. O furacão marcou sete gols em seis confrontos, enquanto que Marcello já fez seis em cinco jogos e ainda tem pelo menos duas partidas pela frente. O caminho para o hexa coloca a seleção mais vitoriosa da história pela 11ª vez numa semifinal. São cinco títulos, dois vices-campeonatos, dois terceiros lugares e um quarto.

Pontos Fracos: Apesar da solidez, sempre tem tomado gols por desatenção. Apenas Japão não balançou as redes brasileiras. Tomou sustos grandes nos dois jogos do mata-mata e poderia ter voltado mais cedo pra casa. Precisa tomar cuidado também com a já tradicional perda de controle devido a excesso de confiança que já tirou o Brasil de diversas Copas em que era favorito.

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